Mostrar mensagens com a etiqueta poética.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poética.... Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tenho vontade de vida
Tenho fome de sensações
Tenho medo que me morras

Ah! E tu que aí estás a olhar para mim
E tu que vives sem ver quem te rodeia
Sim, vocês que passam pelos momentos sem os ver

Venham comigo
Vejam o mundo pelos meus olhos
E morram
Morram porque me infectam
Morram porque são tóxicos
E afinal não morram
Porque morrer não é suficientemente cruel

Merecem viver
E reviver o vosso passado

Vão e vivam
Um dia aprenderão

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

... poema ... #8

Dei por mim a sonhar
Com um passado presente

Com o dia em que partiste
E eu chorei

Chorei até adormecer
Chorei até me cansar

Sequei as lágrimas
Olhei para a frente
Mas o caminho fechou-se
Não consegui dar mais um passo

Não consigo sair
Estou numa caixa
Onde só vejo o teu sorriso

Não há ninguém por perto
Ninguém me ouve
Por mais que eu grite
Nunca ninguém virá
Nunca veio

És só mais uma
uma nova desilusão
uma nova lágrima

Escorre-me pela face
finjo que não existe
mas a ela seguem-se outras
e já não consigo parar

Tenho saudades tuas
não te consigo esquecer

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

... poema ... #8

Tenho medo
Não vou fugir
Mas mesmo assim tenho medo

Não afugentas o meu medo
Piora-lo
Fazes-me querer fugir
Quando desejo mais que tudo ficar

Amo-te
Sou estúpida por isso
Amo-te mais
Cada dia mais
Cada minuto mais
Cada segundo mais e mais

Adeus coisa linda
Nunca me farias bem

domingo, 22 de janeiro de 2012

... poema ... #6

Tantas possibilidades
Tantos caminhos
Por onde vou?
Até onde vou?

Tenho medo
Tanto medo amor
Como me livro deste medo?

Como te digo o meu medo?
É difícil saber o que fazer
É tão difícil decidir o que fazer
E ainda tenho mais medo

O medo paralisa-me
Não consigo pensar
Não me consigo mover
Ajuda-me amor
Afugenta os meus medos
Dá-me força para lutar por ti

... poema ... #5

Aventura...
Todos precisamos de uma aventura
Mas que tipo de aventura?

Tenho medo
Medo de me aventurar
Medo de ter esperança
Tenho medo de mim

Medo de ti
Porque não me queres
Nem virás a querer

Tenho medo do medo
O meu medo quer-te
E disso ainda tenho mais medo

Tenho tanto medo
Abraça-me
Faz passar o meu medo
Não
Não me abraces
Fazes mal ao meu medo

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

... poema ... #4

Encontrar
Mas encontrar o quê?
Que procuro?
Nem sei o que procuro
Sei que procuro felicidade
Mas o que procuro além disso?

Se eu soubesse ganhava o mesmo
Não é como se pudesse ganhar isso
Porque não se ganha
Conquista-se
E por isso é que vale tanto

Porque custa
E dá trabalho
E dá vontade de lutar
Mais que tudo
Dá muita vontade de lutar

Faz-te lutar até ao fim
Até não poderes mais

Quando te róis de medo
Para não te perderes
E te encontram

Aí a felicidade chega
E lutaste por ela
Mas ela acaba
E tu voltas ao inicío

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

... poema ... #3

Talvez seja
Talvez eu não seja feliz por opção
Talvez esteja errada
Talvez a minha decisão tenha sido ao lado

Talvez amar
Talvez desistir
Talvez dizer que sim
Quando a resposta era não

Talvez estar contigo
Só porque posso
Talvez decidir aceitar
Como mudado o que não posso mudar

Talvez compreender
Que o mundo não mudou
Talvez perceber
Que quem ficou também lutou
Porque ficar foi uma luta

Lutei
Sim, lutei
Deu em nada
Mas lutei na mesma

Só não foi por mim que lutei
Por mim eu desistiria
Mas precisavas de mim

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

... poema ... #2

Quem és tu por quem eu espero?
Não, não tenho esperança
Eu espero
Espero de esperar
Espero que venhas
Mas mais que tudo
Espero não me cansar
De te esperar
Somente esperar
Aqui, na esquina
A esquina de uma rua vazia
Por onde nada passa
E quando passa não fica
Antes leva o que passou
E fica a espera
A espera sem esperança
Porque a esperança não ficou
A esperança foi-se
Como se vã como a vida fosse

... poema ... #1

Estou à espera...
Não sei bem por que espero
Mas aqui estou eu

Tenho esperança em ti
Mas quem serás tu?
Quem é aquele ou aquela em que eu tenho esperança?

Não quero o teu nome
Isso não importa
A minha esperança não é no teu nome
A minha esperança é em ti

Não te conheço
Ou se calhar conheço
Mas quem és não sei

És para mim uma incógnita
Um símbolo de algo distante
Um sonho que quero tornar real

És só a minha esperança
Uma esperança sem nome
A esperança que de esperanças
Tem fome

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Back into despair

Despair...
Seems to find me in a corner and i'm scared

I run away
Time
Won't find me in this damned place

I cried...
Though i promised i wouldn't i couldn't help it

I'm sorry
I should have ran away
Today i wouldn't have stayed there

I would have ran
I could have been better if i had
I should have chosen something different

I was mislead
Missunderstood
Mistaken

You got me wrong
You made me go in a way i shouldn't
You tricked me into something bad

I'm sorry
I shouldn't have been there for you
I'm so sorry i was there when i shouldn't

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O poema pouco original do medo - Alexandre O'Neill


O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no teto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
ótimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projetos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com a certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos 

Quase - Mário de Sá Carneiro


Um pouco mais de sol – eu era brasa,
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…
Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho – ó dor! – quase vivido…
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim – quase a expansão…
Mas na minh’alma tudo se derrama…
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo … e tudo errou…
— Ai a dor de ser — quase, dor sem fim…
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou…
Momentos de alma que,desbaratei…
Templos aonde nunca pus um altar…
Rios que perdi sem os levar ao mar…
Ânsias que foram mas que não fixei…
Se me vagueio, encontro só indícios…
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios…
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí…
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi…
Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

As portas que abril abriu - José Carlos Ary dos Santos


Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.


Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.



Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.


Kyrie - José Carlos de Ary dos Santos

Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem
Com a esperança nos olhos e arames em volta.

Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,

Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.

Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e e o medo
Quando a fome lhes dói.

Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.

Em nome dos teus filhos que esqueceste.
Filho de Deus que nunca mais nasceste
Volta outra vez ao mundo !!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amar

Vão como a dor
Unido como o amor
Partiste o meu coração

Não voltei a unir-me
Continuei em frente
Partida em duas para sempre

Essas duas partiram-se noutras
Hoje somos muitas
Onde antes existia uma

Almas perdidas
E almas quebradas
Nunca nos uniremos

A dor do teu olhar
Tem espelho na dor do meu
O que dói é não te ver

Amar-te e não te ter
Estar querer mais
Adeus meu amor
Para ti morri

Adormeço

Querer

Quis chorar
Quis rir
Quis morrer
Bloqueei

Quis ter
Quis saber
Quis viver
Sufoquei

Quis ser
Quis ver
Quis sonhar
Desisti

Quis ter
Quis poder
Quis não sofrer
Perdi

Errância

Errar sem destino
Chorar sem razão
Navego sem rumo
O meu barco é o meu coração

Sem rumos traçados
Sem dores
Sem palavras
Vivo do errado
Certas eram as amarras

Quis-te e não te tive
Amei e perdi
Ao sonhar vivi
E morri no mesmo sonho

Cortei as amarras
Segui em frente e chorei
Vivi do que não tive
Esqueci o que quis

Acreditei e esperei
Tu não vais voltar
O amor morreu em mim
O meu destino é errar

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Passado e Presente

Cantei
Por ti e por mim

Cantei
Não me ouviste

Cantei
Ignoraste a minha voz

Cantei
Disseste que o meu canto não valia

Cantei
Nem me olhaste
Porque não me olhaste chorei

Chorei pelo que nunca disseste
Chorei pelo que não me permitiste pensar
Chorei porque não me quiseste amar

Esqueci o que querias amar
Lembrei-me que não te podia ter
E por isso percebi que se não te podia ter também não te queria ver
E nesse dia fui eu a ignorar

Porque eu ignorei tu vieste atrás
E eu disse que não valia a pena

Eu gostei de ti mas perdeste a oportunidade
Deixaste passar o tempo e agora já não te quero

Deixaste-me acreditar que era possível ter tudo
Deixei-me ir na tua teia de mentiras
E agora já não posso voltar atrás

Amo-te
Amo-te como te amava antes
Mas não posso dar-te o que precisas de ter

Adeus
Segue em frente e sobrevive sozinho

sexta-feira, 15 de julho de 2011

What i feel

It feels like a storm
There's a fire running through me
There's a monster inside
There's something pushing me to you
There's something keeping us toghether

Maybe
Maybe love
Maybe hatred

It can't just be wrong
I can't be wrong right now
It just can't be like it was before

We're not the same right now
We've changed
We been parted and returned
We both been late for something
Like this our whole lives

I promise

I won't break
This time i'll stay here and be with you

I won't fade
This time you'll be the one to give up

I won't cry
This time you won't have my tears

Why are you here?
Didn't i tell you to leave?
Then why do you stay?
Why are still here?

Just leave me now
I wanna be alone
You're not mine anymore

I don't want you
near me

Just leave me now
I promise i won't break
Just leave me now
I promise i will stay
Just leave me now
I promise i won't... die